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Assis,09/08/2026

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Gerônimo Paes faz defesa pública de Pastor Edinho e critica acusação de omissão contra CPI de 2022

Jornalista cobra respeito à história do vereador, questiona a exposição de sua reputação e alerta contra a política destrutiva em Assis

JORNAL HORA DA NOTÍCIA - RÁDIO DIFUSORA DE ASSIS
Gerônimo Paes faz defesa pública de Pastor Edinho e critica acusação de omissão contra CPI de 2022 Redação Assis Alerta

Gerônimo Paes faz defesa pública de Pastor Edinho e critica acusação contra CPI de 2022

Jornalista afirma que divergências entre comissões não podem servir para destruir reputações e cobra respeito à independência dos vereadores

O jornalista Gerônimo Paes fez uma contundente defesa pública do vereador Pastor Edinho durante o quadro “A Política é Danada”, apresentado no Jornal Hora da Notícia, da Rádio Difusora de Assis.

O posicionamento ocorreu após a divulgação de uma reportagem do Portal AssisCity, publicada em 4 de agosto, segundo a qual o relatório final da atual CPI dos Combustíveis atribuiu omissões e falhas à comissão que investigou o mesmo assunto em 2022.

A antiga CPI era composta por Dionísio de Gênova Júnior, o Tenente Gênova, Rogério Nascimento e Pastor Edinho. Segundo a reportagem, o atual relatório sustenta que as conclusões apresentadas em 2022 foram genéricas, não individualizaram adequadamente os fatos e os possíveis responsáveis e teriam contribuído para o arquivamento de uma notícia de fato pelo Ministério Público.

Gerônimo deixou claro que sua crítica não era direcionada ao AssisCity, que apenas divulgou o conteúdo do documento. O jornalista também ressaltou que não havia lido diretamente o trecho do relatório e que seu comentário estava baseado nas informações apresentadas pela reportagem.

“Pastor Edinho não merece essa exposição”

O ponto mais forte da manifestação foi a defesa da reputação do vereador Pastor Edinho, único integrante daquela comissão que permanece atualmente na Câmara Municipal.

Gerônimo afirmou conhecer pessoalmente o parlamentar e declarou:

“Pastor Edinho é um homem honesto, é um homem de Deus e não merece essa exposição.”

Na avaliação do jornalista, uma divergência sobre a forma como a CPI de 2022 conduziu seus trabalhos não pode ser utilizada para colocar em dúvida o caráter de seus integrantes.

Gerônimo também estendeu sua manifestação a Tenente Gênova e Rogério Nascimento, destacando que ambos possuem uma história na política de Assis que precisa ser respeitada. Entretanto, direcionou sua defesa principalmente ao Pastor Edinho, a quem chamou de “irmão de fé” e homem reconhecido pela sociedade assisense.

Crítica não pode se transformar em condenação moral

Gerônimo afirmou que uma comissão parlamentar possui o direito de analisar documentos, apontar falhas e apresentar suas conclusões. Contudo, segundo ele, nenhuma CPI pode agir como se fosse “dona da razão” ou transformar uma discordância institucional em condenação moral dos vereadores que participaram de uma investigação anterior.

Para o jornalista, existe uma diferença importante entre discordar do voto ou das conclusões de um parlamentar e registrar oficialmente que uma comissão formada por vereadores teria sido omissa.

“É uma acusação grave”, ressaltou.

O comunicador argumentou que, quando uma afirmação dessa natureza passa a integrar um relatório oficial da Câmara, seus efeitos são muito maiores do que uma crítica feita em redes sociais ou grupos de mensagens. Isso porque o documento pode atingir diretamente a honra, a trajetória pública e a reputação dos envolvidos.

Gerônimo cobra coerência da Câmara

Outro ponto destacado foi uma possível contradição dentro do próprio Poder Legislativo.

Segundo Gerônimo, vereadores que defendem publicamente a independência da Câmara e a liberdade de cada parlamentar para formar sua convicção também precisam respeitar as decisões tomadas pelos integrantes da legislatura anterior.

Na avaliação do jornalista, não seria coerente defender a autonomia do Legislativo apenas quando ela beneficia determinada posição política e, ao mesmo tempo, desqualificar oficialmente o trabalho de vereadores que chegaram a conclusões diferentes.

Ele também chamou atenção para o fato de que Pastor Edinho continua exercendo seu mandato e integra a mesma Câmara que aprovou o relatório contendo críticas à CPI da qual ele participou em 2022.

Alerta contra a política de “torcidas”

Durante o comentário, Gerônimo criticou o ambiente de polarização política existente em Assis. Segundo ele, atualmente existem grupos que se comportam como torcidas organizadas, apoiando ou atacando pessoas conforme seus interesses políticos.

O jornalista afirmou que sua defesa não foi motivada por corporativismo, alinhamento político ou tentativa de impedir investigações. Pelo contrário: destacou que a imprensa deve acompanhar e divulgar os trabalhos da CPI, mas também precisa apontar quando os embates ultrapassam os limites da razoabilidade.

Para Gerônimo, investigações devem procurar a verdade e individualizar responsabilidades com base em documentos e provas, sem atingir indistintamente a reputação de pessoas que exerceram suas funções conforme suas convicções.

Política destrutiva afasta pessoas de bem

O jornalista ainda alertou que a exposição pública e a destruição de reputações podem afastar novas lideranças da vida pública.

Na sua avaliação, pessoas honestas deixarão de participar da política se entenderem que colocar o nome à disposição da sociedade significa correr o risco de ter toda uma história pessoal, familiar, profissional ou religiosa atingida por disputas políticas.

“Tem famílias envolvidas e carreiras envolvidas”, afirmou Gerônimo, ao defender que as instituições adotem responsabilidade, ética e sensibilidade em suas manifestações.

Ao encerrar, o jornalista reforçou que a fiscalização é necessária, mas não pode servir como instrumento de perseguição ou desmoralização. Para ele, a cidade precisa abandonar a política de torcidas e recuperar o respeito entre instituições, vereadores, agentes públicos, imprensa e população.

O Assis Alerta mantém o espaço aberto para manifestações do vereador Pastor Edinho, dos ex-vereadores Tenente Gênova e Rogério Nascimento, bem como dos integrantes da atual CPI dos Combustíveis.




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